quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lua de Papel - Ryan e Tatum O'Neal

A imagem acima é do filme Lua de Papel, de Peter Bogdanovich e mostra pai e filha contracenando. Ele, Ryan O’Neal, um astro na época, os idos anos de 1973, nos quais a história foi filmada. Ela, Tatum O’Neal, uma menininha que tinha entre oito e nove anos, era só filha de celebridades (sua mãe era a também atriz Joanna Moore). Foi então que Bogdanovich, substituindo John Huston, que abandonara o projeto antes da pré-produção, se encantou com a espontaneidade da filha de Ryan, anteriormente seu colaborador, e a convidou a dividir as telas com ele, num debute que entrou para a história. Tatum não somente se mostrou um fenômeno, embasbacando o mundo com uma interpretação magistral, como também se tornou a mais jovem ganhadora do Oscar, em uma categoria competitiva, na história da premiação. Ela ganhou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante com apenas dez anos.

Lua de Papel é um filme maravilhoso, um trabalho exemplar de direção, com lindíssima fotografia em preto-e-branco e ritmo perfeito para o desenvolvimento pleno da história, que mistura comédia e nostalgia, numa reconstrução dos anos da grande depressão econômica americana e dos tempos da lei seca. Mas nenhum destes elementos teriam o mesmo esplendor não fosse a química existente entre Ryan e Tatum O’Neal, a quase simbiose entre seus personagens. Ele, excelente como o vigarista que vende bíblias para recém viúvas. Ela, iluminada como a garotinha órfã, fumante inveterada aos nove anos, que esconde sua fragilidade infantil/feminina por detrás de uma postura madura, vestida com roupas de menino. Excelente filme, sem dúvida, ensolarado por uma grande dupla de atores, mas principalmente por uma menininha encantadora que, infelizmente, não reproduziu em papéis posteriores o poder de sua estreia grandiosa.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Famílias Felizes se Parecem

Segue trailer oficial do curta-metragem Famílias Felizes se Parecem


Estreia
Data: 18 de Julho
Horários: 18h 18h30 e 19h
Local: Sala de Cinema Ulysses Geremia, no Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho.
Endereço: Rua Luiz Antunes, 312 - Bairro Panazzolo – Caxias do Sul - RS

Entrada Franca

Abaixo dois wallpapers do filme. Clique para expandir.

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sábado, 20 de junho de 2009

Crítica: Tinha Que Ser Você

Direção e roteiro: Joel Hopkins
Elenco: Dustin Hoffman, Emma Thompson, Eileen Atkins, Kathy Baker, Liane Baladan, James Brolin.


Quando Mais Estranho Que a Ficção foi lançado um de seus principais problemas, além de Queen Latifah, era o de não colocar em uma mesma cena por tempo suficiente os atores Dustin Hoffman e Emma Thompson. Pois é com essa espécie de correção que surgiu Tinha Que Ser Você, drama romântico que pode não propor uma premissa fascinante e inventiva, mas que já agradaria por contar com dois excelentes intérpretes que em muitos outros projetos foram mal aproveitados.

Elevados à posição de protagonistas em um filme aparentemente feito sob medida para ambos, os atores são, infelizmente, um dos poucos acertos deste drama de Joel Hopkins. É uma pena perceber que um filme com notável potencial tenha sido mal desenvolvido, uma vez que seu diretor, se tivesse se limitado à simplicidade e compreendido os atores que tinha em mãos, assim como o texto, que ele próprio escreveu, teria criado um dos filmes mais agradáveis deste ano.

A tal última chance de Harvey, indicada no título original da produção, na realidade diz respeito a duas coisas. A primeira última chance, se assim pode-se dizer, faz menção ao seu trabalho como compositor de jingles para comerciais, e a necessidade de conseguir fechar negócio com uma grande empresa. A segunda última chance acontece quando o mesmo vai até Londres para o casamento de sua filha e, se sentindo cada vez pior por ser aparentemente ignorado por todos, conhece a encantadora Kate Walker, que divide o sobrenome com o Johnnie que Harvey pede ao garçom no momento em que os dois passam a se conhecer melhor em um restaurante.

O que se desenvolve no filme até este ponto é a realidade latente de seus protagonistas: ambos possuem problemas em relacionamentos, dos mais variados tipos. Kate, que tem uma estranha relação com sua mãe, se mostra sem graça e se esquiva até mesmo quando é cantada por um vizinho. Harvey, por sua vez, não é mais bem sucedido em suas investidas, no momento em que acaba ignorado quando tenta puxar conversa com uma estranha no seu vôo para Londres. Não é gratuitamente que, quando Kate e Harvey se cruzam pela primeira vez, o mesmo se desvencilha dela, que apenas gostaria de fazer algumas perguntas a ele, parte de sua profissão. Os dois sofrem por se perceberem constantemente sozinhos mesmo quando estão cercado por várias pessoas, e isso se constata no encontro às escuras de Kate, ou no jantar que acontece antecedendo o casamento da filha de Harvey.

Quando ambos se cruzam novamente tudo o que têm em comum é a insatisfação total com aquilo que os cercam: Kate não se deu bem em seu encontro e sua mãe continua a incomodar, enquanto Harvey foi despedido e acabou de descobrir que sua filha prefere que seu padrasto à leve até o altar no lugar do próprio pai. O que se segue a essa troca de lamentações é uma espécie de Antes do Amanhecer 30 anos depois, com dois personagens trocando suas experiências, desilusões e, obviamente, os flertes que os unem como casal enquanto o roteiro se desenvolve.

Mas o supracitado filme de Richard Linklater acerta no que Hopkins ousa ignorar, que é aceitar que a força para seu filme está no desenrolar da conexão e relação dos personagens e, obviamente, na interpretação de seus atores. Enquanto Linklater conseguiu sucesso até mesmo em terreno pouco confiável, ou seja, com uma sequência tão apreciável quanto o filme que a originou, Hopkins merece apenas ser culpado por não ter capacidade suficiente de desenvolver um drama sem o mergulhar em uma série de convencionalismos baratos do gênero, passando pelas subtramas descartáveis, caminhando por coadjuvantes inverossímeis e, por fim, cedendo a reviravoltas desnecessárias que em nada acrescentam em seu filme, a não ser à metragem do mesmo.

Tinha Que Ser Você, título oportunista e nada justificável recebido no Brasil pelo filme, é agraciado apenas pela capacidade incrível de Dustin Hoffman e Emma Thompson em desenvolver seus personagens de forma única e, quase que em totalidade, se sobreporem aos já mencionados erros de condução evidentes na produção. De qualquer forma, o filme têm seus méritos por dar espaço aos dois excelentes atores que, preenchendo a tela em quase toda a duração do longa, fazem com que o mesmo se torne, antes de tudo, tolerável.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Porta Curtas Petrobras

O Porta-Curtas Petrobras é um projeto que visa não apenas trazer os melhores curtas-metragens brasileiros para a internet, mas também formar um painel representativo da produção nacional de curtas em termos de décadas, técnicas, tendências e elencos.
O Porta-Curtas Petrobras é pioneiro na internet nacional, pois todos os curtas disponíveis são exibidos em sua forma original, sem cortes, e os direitos autorais dos criadores são sempre respeitados.
A principal diferença entre o Porta-Curtas e os demais sites que exibem filmes é que o objetivo principal do projeto é promover os curtas também através de outros sites, garantindo assim uma difusão mais ampla.
Webmasters, editores e blogueiros podem escolher filmes que sejam adições interessantes ao conteúdo de seus sites e receber um link que permite que o curta seja exibido a partir deles. A disponibilização de links para outros sites é um serviço automático e gratuito para todos.
Fonte: http://www.portacurtas.com.br/

Esta é mais uma iniciativa louvável da Petrobrás, uma das empresas que mais trabalham o fomento do cinema nacional. O site é um verdadeiro deleite aos cinéfilos. O blog The Tramps é um dos exibidores cadastrados no Porta Curtas Petrobrás e, a partir de agora, disponibilizaremos aqui alguns curtas-metragens que julgamos interessantes, desde os feitos por ilustres desconhecidos, até aqueles criados por cineastas de renome.


Amor!
Diretor: José Roberto Torero
Elenco: Elias Andreato, Guilherme Karam, Paulo César Peréio, Paulo José e Rosi Campos.
Ano: 1994
Duração: 14 min

Um divertido mas amargo panorama das muitas e diferentes visões que se pode ter deste sentimento que ocupa corações e mentes. Uma narrativa simples que conta com um excelente texto, o grande trunfo deste curta-metragem.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Short Cuts e o Tempo

O tempo realmente é muito relativo. Pense bem: quantas vezes você assistiu a um filme de menos de uma hora e meia de duração e este tempo parecia não acabar, dado o enfado que o filme te proporcionou? Se você tem alguma experiência desta, provavelmente também já viveu o contrário, ou seja, já viu um filme de metragem gigante, e que parecia ter se passado em pouco menos de uma hora e meia. Foi o que aconteceu comigo hoje quando assisti Short Cuts – Cenas da Vida, filme magnífico do diretor Robert Altman, que tem exatamente 188 minutos, tempo este que parece ter transcorrido num piscar de olhos, com o perdão do uso do clichê. Altman engendra uma narrativa consistente, poderosa, que deglute 22 protagonistas, e os vomita nas mais corriqueiras e banais circunstâncias, num cotidiano esmagador que, se prestarmos bem atenção, se parece muito com o nosso. Mas não é desta aproximação com o espectador que vive esta obra-prima de Altman.

O filme tem um roteiro primoroso, que alterna estas diversas histórias, aparentemente desconexas, com semelhante importância de enfoque, sem que uma se sobressaia especialmente. Na verdade, o filme também não tem uma história definida, sendo o mote uma soma de acontecimentos aparentemente aleatórios na vida destes personagens, amarrados de leve por uma praga de mosquitos que assola Los Angeles. Diferente de outros filmes que, posteriores a ele, fazem de tudo para estabelecer uma conexão clara e direta entre os personagens “desconectados”, fazendo com que justamente este elo seja o mote de suas histórias, Short Cuts – Cenas da Vida faz estas ligações da maneira mais orgânica possível, ao passo que expô-las não significa direcionar toda a narrativa para elas, mantendo o foco nos personagens, muito bem desenvolvidos, interpretados por um elenco maravilhoso. Filmes mais recentes, como os igualmente excelentes, Felicidade, do diretor Todd Solondz, e Magnólia de P.T. Anderson, bebem abertamente da fonte de inspiração que é esta obra de Altman, sendo com o segundo a associação mais óbvia, até por ele emular a espinha dorsal de Short Cuts – Cenas da Vida, utilizando, inclusive, o background que flerta com a religião e o acontecimento pontual e estranho que afeta à todos.

Não é sempre que se pode dizer que um filme de mais de três horas tenha “passado voando”, principalmente numa era como a nossa, em que, muitas vezes, narrativas pseudo-grandiloquentes escondem defeitos estruturais e a falta do, às vezes necessário, poder da síntese e apuro do essencial. Short Cuts – Cenas da Vida é um deste exemplares que não poderia ter um segundo a menos e, pela força com que nos apegamos a seus personagens, se tivesse alguns a mais, não reclamaríamos.

Ps.: A participação, neste filme, de Jack Lemmon, um de meus atores mais queridos, é algo de excepcional.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Paranoid Park

Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Gus Van Sant, baseado no romance de Blake Nelson
Elenco: Gabe Nevins, Daniel Liu, Jake Miller, Taylor Momsen, Lauren McKinney, Winfield Jackson, Dillon Hines,Brad Peterson

Paranoid Park é, diegeticamente falando, um parque da cidade de Portland, EUA. Na verdade não é um parque convencional, daqueles aos quais estamos acostumados, com locais para recreação infantil, por exemplo. Paranoid nem é seu real nome, sendo ele uma alcunha popular para designar um verdadeiro paraíso underground dos skatistas. Alex é um skatista, não daqueles muito bons, mas alguém que, definitivamente, quer fazer suas manobras nas rampas paranóicas de Portland. A fascinação pela mítica do local faz com que Alex, acompanhado de um amigo mais velho, vá conhecê-lo. Mesmo que de maneira introvertida, Alex se entusiasma com a aura diferente que habita aquelas rampas, cheias de meninas perigosas, adolescentes e homens de meia idade que só querem continuar se equilibrando.

Apesar do começo de meu texto enfocar o mítico local, o parque dos stakistas neste filme de Gus Vant Sant é muito menos emblemático do que a escola que se configurava no protagonista de Elefante, filme anterior do diretor, ao qual muito se compara este Paranoid Park. Faço também esta breve comparação, já que a maioria dos críticos a fez, tendo como base as mais significativas semelhanças: o mesmo foco nos adolescentes e a maneira menos comercial de filmagem de Vant Sant, que se utiliza de, mais uma vez, naquilo que parece ser, genuinamente, seu estilo, longos planos, pequenas quebras de cronologia e re-exibição de algumas cenas, modificadas somente pelo contexto ao qual vem atreladas num segundo momento. Mesmo com as semelhanças estéticas, Elefante e Paranoid Park são, em minha opinião, obras bem diferentes, de enfoques distintos. Além da supracitada diferença de abordagem do meio, que em Elefante se configura em protagonista e em Paranoid Park coadjuva, existe a questão da dimensão do enfoque. Na trama escolar de Columbine há um acontecimento em larga escala, tomando micro-relações como forma de entender e estudar a tragédia, ao passo que em Paranoid Park o diretor trabalha com o íntimo, com o pessoal, quase abstraindo alguns elementos para tornar nossa experiência como espectadores, o mais próximo possível de Alex.

O fato de Alex fazer parte de uma tribo, como a dos skatistas, serve apenas como metáfora para a situação em que vive, e esta poética ganha muita força visual com as belíssimas cenas, muitas delas em Super 8, de skatistas fazendo manobras em câmera lenta. Paranoid Park fala, em seu núcleo, de um adolescente que precisa lidar com a culpa, com a extrema culpa. É claro que, para que entendamos o protagonista com maior clareza, é muito importante a contextualização do mesmo, mas, creio que, além da poética metafórica que citei no início deste parágrafo, a jornada de Alex é tão bem construída, com as pequenas contravenções da linha narrativa e elementos simples, como a utilização da pouca profundidade de campo ou mesmo o uso da trilha sonora inusitada (na verdade são aproveitadas quase todas as músicas do filme Julieta dos Espíritos, de Federico Fellini) que, em determinado ponto, já não nos importa se ele é skatista ou punk, metaleiro ou grunge, dado à universalidade do que se está narrando.

Paranoid Park é, então, um ótimo filme, outra bela obra de de Gus Van Sant, cineasta que se equilibra bem entre o convencional e a arte (ainda assim, eu trocaria todo Milk – A Voz da Igualdade, mesmo gostando do filme, por dez minutos de Paranoid Park ou Elefante). Se Paranoid Park perde ritmo em algumas poucas partes, ele nos recompensa por sua coesão e riqueza narrativa. Por mais paradoxal que possa parecer, é um filme de emoções extremamente realistas, cimentado numa mise en scène nada real, que refuta a crueza esperada na condução de um tema destes. Paranoid Park é uma obra de artifícios, trabalhados de maneira estimulante por um diretor que, independente de enquadrar seu protagonista neste ou naquele nicho social, está mais preocupado em que nos sintamos íntimos da jornada (despida do sentido épico que a palavra possa ter) de Alex, na qual ele somente quer aprender a melhor maneira de lidar com sua culpa.

domingo, 17 de maio de 2009

Homem de Fé X Homem da Ciência

Conheço muita gente que desistiu de LOST. Algumas destas pessoas, quando ficam sabendo que assisto e que sou fã fervoroso, dizem: “Ah, eu parei porque tá muito enrolado, é muita questão e pouca resposta, como tu aguenta?” Na verdade não é preciso “aguentar”, quando o resultado das cinco temporadas, até agora, é um produto audiovisual instigante, inteligente e que dá prazer em assistir. LOST é acusado de enrolar o espectador, de ter aura pseudo-intelectual e de segurar a audiência por meio das múltiplas questões que levanta e das reviravoltas de sua trama. Desculpem-me os detratores, mas a série idealizada por J.J Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores obras que surgiram nos últimos tempos.

Lembro do primeiro contato, aquele olho que se abria em primeiríssimo plano. Depois, o dono do olho, um homem de gravata, acordando atordoado, se deparando com o cenário catastrófico da queda de um avião na beira de uma praia, numa ilha inóspita. Sequência brilhante. Esta ilha ainda nos apresentaria Os Outros, o Monstro de Fumaça, a Iniciativa Dharma, transmutaria vilões em mocinhos, inverteria tudo novamente para, ao longo destes anos, nos estimular, apostando na inteligência de quem assiste, eventualmente perdendo alguns espectadores, mas, assumindo sua complexidade, instigando.

Ontem, assisti ao capítulo final da quinta temporada, infelizmente a penúltima da série. Se LOST já tinha me surpreendido muito pelo uso de alguns elementos, como a utilização brilhante de flashfowards, elemento narrativo que lembro pouquíssimas vezes de ter visto, e o não apego à personagens vitais, que morreram em prol da construção mais densa da trama, ontem ela me levou à derrubar algumas teorias próprias sobre seu mote, que eu vinha criando, pelo menos, desde a segunda temporada. Sempre pensei que LOST falava de ciência, que sua trama tinha todas suas explicações galgadas na física, na química, e em outras áreas do conhecimento. Desde ontem, meus mitos caíram por terra e, agora acredito (até que a própria série derrube minhas teorias e me surpreenda, mais uma vez), que o grande mote de LOST é a luta entre fé e ciência, tão bem representada pelo embate moral entre Jack (um médico, homem da ciência) e John Locke (um homem de fé) em temporadas anteriores.

Quem “aguentou” LOST até agora, creio que está satisfeito e instigado, tanto à saber o que acontecerá na sexta temporada, como à desvendar o que, ou quem, vive à sombra da estátua. A inversão do logotipo da série, sempre com fonte branca sobre um fundo preto, que encerra a quinta temporada de fonte negra sobre um brilhante e ofuscante fundo branco, pode decretar uma mudança significativa, uma virada de 360° que encerrará LOST de uma maneira que ninguém imaginou. A espera será longa, sete meses não passam tão rápido assim quando aguardamos ávidos por algo. Porém, tenho certeza que não será em vão, aliás, como nada até agora em LOST foi.