
Sempre que falamos em Werner Herzog, lembramos de filmes que viraram referência para o cinema como: O Enigma de Kaspar Hauser, Stroszek, Fitzcarraldo e a própria refilmagem de Nosferatu, e mais tantos outros que estão vinculados com o novo cinema Alemão. Por isso talvez fique mais difícil associar sua imagem e seu trabalho às produções com estilo totalmente diferentes de seu gênero, mais voltado para filmes comerciais como O Sobrevivente de 2006 e este Bad Lieutenant:Port of Calls New Orleans. Mais complicado ainda é não comparar Bad Lieutenant:Port of Calls New Orleans com o Vício Frenético, de Abel Ferrara (1992). Mesmo Herzog tendo afirmado que o seu não é uma refilmagem e que ele nem assistiu ao filme de Ferrara, fica difícil, eu diria quase impossível, não lembrar do espetacular Harvey Keitel na primeira versão, interpretando um policial viciado, compulsivo e transgressor que vive um conflito consigo mesmo por não conseguir se livrar dos vícios e por isso viver metido em encrencas que só vão piorando ao longo do filme. Na minha opinião, este foi o melhor papel de Harvey Keitel. Ele se superou do início ao fim do filme, assim como o próprio Ferrara, responsável pela direção impecável.
Nicolas Cage que neste longa do Herzog encarna o papel que antes foi de Harvey Keitel, não deixa a desejar quanto a atuação. Ele convence como um policial, viciado, compulsivo e descontrolado, mas o mais interessante são as cenas em que ele delira, alucina. Cenas estas que segundo Herzog foram inseridas propositalmente para dar uma pitada de humor. Cage nos faz lembrar da vez que atuou em Vivendo no Limite de Scorsese, onde o personagem vivia perturbado , insone , prestes a perder sua sanidade mental. Particularmente gosto muito desse ator e sou de opinião que mesmo ele tendo se prestado a uns papéis medíocres e sem peso algum, só pelo fato de ter interpretado Ben Sanderson, alcoólatra de Despedida em Las Vegas, papel que inclusive lhe rendeu o Oscar de melhor ator e Sailor Ripley de Coração Selvagem, já vale muito e prova o talento desse grande ator. Nicolas Cage está bem nesse filme de Herzog, ele cumpre com o papel e nos faz entrar no ritmo do filme, sem dúvida alguma. Já Eva Mendes deixa muito a desejar, interpretando uma prostituta viciada. Novamente digo ser inevitável não comparar este com o filme de Ferrara onde também há uma personagem com as mesmas características, só que muito mais convincente. Eva Mendes está sedutora, linda e forma um belo par com Cage, fora isso, na minha opinião, não disse a que veio, num papel que poderia ter sido muito mais explorado.
O filme em si é atraente, tem cenas muito boas, em especial as que envolvem humor. Nicolas Cage também dá show de versatilidade quando incorpora um doidão, lunático, compulsivo, engraçado e com trejeitos perfeitos de um doente da coluna. Uma pena a curta aparição de Michael Shannon, que interpretou um perturbado mental em Foi Apenas um Sonho e antes em Possuídos, ambas interpretações maravilhosas! Val Kilmer também faz parte desse elenco e está bem como um policial da equipe de Nicolas Cage. Tenho a impressão que quem não assistiu Vício Frenético de Abel Ferrara pode até gostar deste trabalho do Herzog, que ao que se propõe vai bem, cumpre seu papel e atrai o público para um filme dramático com ação, envolvente e com um elenco de peso. Mas para quem já viu, as lembranças da produção do Ferrara certamente ficarão martelando o filme inteiro e as comparações serão inevitáveis.
Nicolas Cage que neste longa do Herzog encarna o papel que antes foi de Harvey Keitel, não deixa a desejar quanto a atuação. Ele convence como um policial, viciado, compulsivo e descontrolado, mas o mais interessante são as cenas em que ele delira, alucina. Cenas estas que segundo Herzog foram inseridas propositalmente para dar uma pitada de humor. Cage nos faz lembrar da vez que atuou em Vivendo no Limite de Scorsese, onde o personagem vivia perturbado , insone , prestes a perder sua sanidade mental. Particularmente gosto muito desse ator e sou de opinião que mesmo ele tendo se prestado a uns papéis medíocres e sem peso algum, só pelo fato de ter interpretado Ben Sanderson, alcoólatra de Despedida em Las Vegas, papel que inclusive lhe rendeu o Oscar de melhor ator e Sailor Ripley de Coração Selvagem, já vale muito e prova o talento desse grande ator. Nicolas Cage está bem nesse filme de Herzog, ele cumpre com o papel e nos faz entrar no ritmo do filme, sem dúvida alguma. Já Eva Mendes deixa muito a desejar, interpretando uma prostituta viciada. Novamente digo ser inevitável não comparar este com o filme de Ferrara onde também há uma personagem com as mesmas características, só que muito mais convincente. Eva Mendes está sedutora, linda e forma um belo par com Cage, fora isso, na minha opinião, não disse a que veio, num papel que poderia ter sido muito mais explorado.
O filme em si é atraente, tem cenas muito boas, em especial as que envolvem humor. Nicolas Cage também dá show de versatilidade quando incorpora um doidão, lunático, compulsivo, engraçado e com trejeitos perfeitos de um doente da coluna. Uma pena a curta aparição de Michael Shannon, que interpretou um perturbado mental em Foi Apenas um Sonho e antes em Possuídos, ambas interpretações maravilhosas! Val Kilmer também faz parte desse elenco e está bem como um policial da equipe de Nicolas Cage. Tenho a impressão que quem não assistiu Vício Frenético de Abel Ferrara pode até gostar deste trabalho do Herzog, que ao que se propõe vai bem, cumpre seu papel e atrai o público para um filme dramático com ação, envolvente e com um elenco de peso. Mas para quem já viu, as lembranças da produção do Ferrara certamente ficarão martelando o filme inteiro e as comparações serão inevitáveis.








