quarta-feira, 8 de junho de 2011

...a gente quer comida, diversão e arte.


Morar no interior é bom, tem a calmaria, a praticidade do deslocamento, alguns locais em que ainda se pode ver o verde natural, entre outras tantas particularidades que fazem das cidades menos atrolhadas, boa opção quando buscamos qualidade de vida. Eu gosto e, mesmo tentado pelos grandes centros, não me imagino transitando cotidianamente numa selva de pedra, cheia de congestionamentos e dificuldades mil. Enfim, questão de preferências e prioridades. Caxias do Sul, onde moro, está em franca expansão, o que a coloca num meio termo interessante entre a grande e a pequena cidade. Mas tem horas que dá uma inveja dos que residem nas capitais, principalmente no que diz respeito à questão cinematográfica.

Quando leio notícias das grandes mostras, retrospectivas e ciclos, palestras e cursos, que ocorrem em São Paulo e Rio de Janeiro, para ficar apenas com os exemplos mais significativos, me sinto um Jeca Tatu cercado de atraso por todos os lados. Imaginem se algum dia cogitou-se trazer ao interior gaúcho a mostra mastodôntica de John Ford, que foi vista recentemente nas duas cidades supracitadas, ou mesmo a retrospectiva completa de Alfred Hitchcock que no momento toma de assalto o Centro Cultural Banco do Brasil, na terra dos cariocas. 

Aqui, quando ocorrem iniciativas como a recente Mostra 1959 – o Ano Mágico do Cinema Francês, o público acaba não fazendo sua parte, o que certamente é um dos fatores que inviabilizam novas e mais ousadas ações deste tipo. Certo, eu sei, não há como comparar o interior com as grandes capitais, muito mais populosas e diversificadas, portanto aptas a programações mais setorizadas. Não vou também ficar resmungando, não é de meu feitio, até por que sou daquela opinião “resmunga e não faz nada para (se) mudar? Melhor calar a boca”. Mas custava um milagre vir de onde quer que venha, e sermos nós, simples camponeses de interior (pausa dramática), contemplados com uma programação cinematográfica e cultural mais diversa? Afinal, a gente não quer só comida.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tolas Escravas da Vaidade


Na sociedade obcecada pela imagem em que vivemos, são abundantes os exemplos de pessoas que chegam aos extremos para manter a aparência de outrora, que a inevitável passagem do tempo teima em modificar. De quando em quando, aparecem casos de gente que, em busca de uma fonte da juventude particular, apela exageradamente para métodos reconhecidos pela comunidade médica, e outras artimanhas menos lícitas para driblar rugas e marcas de expressão. É triste esta desenfreada procura pela jovialidade eterna, pois ela expõe as feridas de uma coletividade que confere valor apenas ao que é bonito, presumindo-se aí, com uma boa dose de preconceito, que só há beleza na aurora dos verdes anos.

Escravas da Vaidade (parabéns à distribuidora, que “belo” título em português), do chinês Fruit Chan, fala exatamente desta doentia corrida contra o tempo, praticada aqui por uma atriz crente que seus problemas afetivos, as puladas de cerca do marido, e sua baixa auto-estima, são culpa de seu envelhecimento, mesmo que necessitemos apenas de uma olhadela para notá-la como bela mulher, certamente cega ao que o espelho lhe mostra. Os atores, estes seres muitas vezes egóicos, parecem afetados particularmente por esta síndrome da não aceitação do natural transcorrer do tempo, e, numa rápida pesquisa pela memória, encontrarmos diversos exemplos deste comportamento no métier. Neste tocante, Fruit Chan não poderia ter escolhido profissão melhor para sua protagonista.

Qing, esta atriz que se contorce de um saudosismo doentio sempre que vê reprises da novela que participou no início de sua vida adulta, busca a ajuda da Tia Mei, exótica mulher que prepara bolinhos ainda mais excêntricos que prometem, além do estancamento dos efeitos do tempo, um retrocesso aos primórdios do físico da mocidade. O grande choque é dado pelos ingredientes com que Tia Mei prepara a iguaria milagrosa, uma pancada para os mais sensíveis ou para as gestantes (?), como previne a capa do DVD nacional. Não convém ir além para que não se estrague a experiência dos que ainda não viram.

Título certamente condenado às prateleiras mais escuras das locadoras, ou ao limbo dos lugares menos privilegiados dos sebos, Escravas da Vaidade é um filme bastante original em seu enfoque, e mordaz por conta do nível desta discussão acerca das práticas a que as pessoas estão dispostas pelo retorno da efêmera juventude. Originalmente parte integrante do coletivo de médias Três Extremos, que propunha filmes de horror (ótimos por sinal) vistos através das lentes orientais, Escravas da Vaidade funciona ainda mais na versão estendida, por ter amplificada sua visão particular deste entorno que valida apenas os mais tenros e joviais, e por permitir que o diretor Fruit Chan exiba, com ainda mais elegância, tanto seus movimentos de câmera, quanto sua doce inclinação pela exposição do sangue e da crueza do nosso comportamento selvagem em busca de aceitação. Ou alguém ainda duvida que tenha gente (homens e mulheres) disposta a tudo, a literalmente tudo, para rejuvenescer uns bons anos?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

The Tramps Entrevista: André Setaro


Dando continuidade à série de entrevistas com críticos de cinema, exclusivamente concedidas ao The Tramps, falamos com André Setaro, que há muitos anos faz do cinema sua paixão, e a quem aproveitamos para agradecer pela colaboração.

ANDRÉ SETARO
Crítico de cinema do jornal TRIBUNA DA BAHIA (Salvador), da revista eletrônica TERRA MAGAZINE, e Professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, onde ensina OFICINA DE COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL E LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA. Publicou recentemente um box com três livros denominado: ESCRITOS DE CINEMA: TRILOGIA DE UM TEMPO CRÍTICO (Azougue/Edufba).

 Sigam o blog do André Setaro: http://setarosblog.blogspot.com/


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• Como nasceu em você a paixão pelo cinema?
Minha paixão pelo cinema nasceu indo ao cinema nos tempos áureos da década de 50, quando a produção comercial tinha qualidade e não se assemelhava ao lixo contemporâneo. Sou formado pelo cinema de gênero, mas, adolescente, vim a entender, vendo Antonioni e Bergman, que o cinema também era uma expressão artística.

• Qual é o sentido de ser crítico nos dias de hoje?
Se, antes, ia ao cinema todos os dias, atualmente sou muito seletivo. Vejo mais em DVDs. A crítica é sempre arrogante, dona da verdade. É preciso mais generosidade, e o crítico deve ser, antes de tudo, um leitor intermediário entre o espectador e a obra cinematográfica. Diria um intérprete privilegiado.

• Qual sua posição frente a nova crítica de cinema, que germinou na era dos blogs e das revistas virtuais?
Há excelentes revistas virtuais, com gente séria e competente: Contracampo, Cinética, Polvo etc. Mas há também muito lixo no espaço virtual. O tempo se encarregará de pô-lo na lixeira do infinito.

• Como vê o academicismo de certas linhas de pensamento na crítica cultural? Acredita que a dissecação de um filme, tornando a análise o mais objetiva possível, tende a enfraquecer a importância da análise subjetiva?
Sim, há uma tendência a cientificizar a análise, principalmente uma crítica que vem da academia. Alguns chegam a analisar o filme como um cientista diante de um rato no laboratório. E a emoção, onde fica? A emoção é fundamental.

• Quais são seus críticos de cinema favoritos? Os de outrora, que influenciaram ou ainda influenciam seu trabalho, e os de agora, que acredita sustentarem com talento a causa da crítica de cinema.
Atualmente, gosto muito de Inácio Araújo. Antes, Paulo Emílio, Walter da Silveira, José Lino Grunewald, Moniz Viana etc.

• É célebre a história de Antonio Moniz Vianna parou de escrever quando da morte de seu maior ídolo, John Ford, pois acreditava que nada tinha mais a acrescentar como pensador diante da crise criativa contemporânea. Qual diretor cuja morte já lhe provocou semelhante desalento?
É verdade. Li no próprio Correio da Manhã, onde Moniz escrevia. Nenhum diretor me provocou desalento semelhante.

• A perda de espaço de textos críticos nos veículos impressos é sintoma da falta de interesse público, ou a busca ávida dos veículos pela adequação a tempos de pouca reflexão?
A perda de espaço se vincula à falência da cultura literária e a preguiça mental da arte de ler.

• Discutir "comércio versus arte" ainda é válido quando percebemos qualquer cinematografia?
Sim, embora seja ponto pacífico que se o filme é uma arte o cinema é uma indústria.

• Como vê o cinema brasileiro atual?
Acossado pela exigência da captação de recursos e submetido aos ávidos gerentes de marketing das empresas e sem possibilidade da criação de filmes mais inventivos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

The Borgias e os mercadores da fé


Não é novidade a migração (felizmente temporária) de grandes personalidades do cinema para a televisão, principalmente nos Estados Unidos. É um movimento inverso ao de anos atrás, em que artistas com bons trabalhos televisivos eram seduzidos pelo glamour do cinema. Se no mercado americano está cada vez mais difícil a captação de financiamento para projetos cinematográficos que fujam do convencional, ou dotados de linguagem um pouco mais ousada, a televisão parece ter se transformado, de uns tempos para cá, num porto seguro justamente para este tipo de proposta.

The Borgias originalmente era uma ideia que o diretor Neil Jordan tinha para cinema, mas que acabou utilizando como base desta série exibida no Showtime, canal americano de televisão por assinatura. Contando com o know how de Michael Hirst, responsável por outro sucesso da mesma emissora, e que focava também uma célebre família de eras remotas, The Tudors, Jordan colocou em prática, e com mais tempo de desenvolvimento, sua visão desta lasciva e corrupta linhagem renascentista, os Borgia. Jeremy Irons foi escalado para o papel principal, o de Rodrigo Borgia, o patriarca que chegou ao papado em 1492.

Para quem se interessa pelo recorte histórico, The Borgias é prato cheio, pois refuta o didatismo, e, a despeito de suas liberdades, nos mostra bem o panorama da aristocracia europeia e da geopolítica na época. O refinamento não fica apenas no campo da pesquisa histórica, o capricho pode ser visto também nos figurinos exuberantes e na reconstrução de época, que dão verossimilhança à produção. The Borgias se atém fortemente à corrupção desta família que tomou de assalto o Vaticano, e que tratou a Santa Sé como se fosse um empreendimento doméstico, de investimento à longo prazo e cheio de riscos, diga-se. A luxúria também está muito presente, as cenas de sexo são abundantes, e interessantemente conferem clima de constante pecado, aclimatando a história focada nos meandros e corruptelas das mensagens da Igreja Católica. 

O elenco é outro ponto a se destacar em The Borgias. Jeremy Irons encarna um personagem ambíguo, que demonstra sua sede de poder com a mesma intensidade com que ama, não tão clandestinamente assim, a bela Farnese. Mais do que religioso, ele é um líder mercantil, e por vezes podemos até esquecer que aquele homem de branco sentado no trono de São Pedro é o sumo pontífice, dado a suas ações prioritárias como chefe de estado. Seu filho Césare que, inclusive, foi inspiração para o clássico O Príncipe, de Maquiavel, é interpretado com muita gana por François Anaud, seguramente um dos maiores destaques dentro de um elenco recheado de boas interpretações. 

É “chover no molhado” exaltar as recentes produções da televisão americana em detrimento de seu cinema cada vez mais infantilizado. A qualidade realmente não é mais novidade, e esta migração de talentos da tela grande para a pequena, mencionada anteriormente, nada mais é que reflexo de uma situação de mercado. The Borgias se aproveita da abertura, é um belo exemplar deste filão dos programas estadunidenses que instigam nossa constante fome por períodos históricos que nos auxiliem na compreensão de nosso próprio, com narrativa envolvente e sedutora. Não é a melhor série de todos os tempos, e não cometeria aqui o pecado dos superlativos vazios apenas para reforçar meu argumento, mas certamente pode-se classificá-la como uma das mais interessantes da temporada. Já renovada, The Borgias continuará sendo alvo de minha audiência, ávida para conferir os desdobramentos da saga dos Borgia, e os propósitos escusos de um Papa que está mais para agressivo empresário do que para líder espiritual.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Abutres e a nossa impotência


Pablo Trapero é um dos diretores mais interessantes do, geralmente, inquietante cinema argentino. Versátil, dono de estilo próprio, porém capaz de mutações focais de um projeto para outro, Trapero é daqueles realizadores que merecem nosso olhar atento. Seu mais recente filme, Abutres, não tem, pelos menos num primeiro momento, a comicidade dramática de Família Rodante, a melancolia solitária de Nascido e Criado, ou mesmo a profunda análise de personagem que edifica Leonera, mas se há algo que interligue suas obras (colocando em perspectiva estas que vi) é a opção por trabalhar com gentes e entornos despedaçados. 

Em Abutres a riqueza da linguagem é muito significante, a forma como Trapero faz um filme-denúncia de situações calamitosas na Argentina, por exemplo, do sucateado sistema de saúde pública e da máfia que se esgueira pelas brechas legais para lucrar com as tragédias alheias, mas sem esquecer a profundidade dos personagens, que caminham inexoravelmente para a tragédia. O sempre cativante Ricardo Darín interpreta Sosa, advogado de registro cassado que trabalha para uma firma especializada em lucrar com o seguro pago a vítimas de acidente de trânsito. Martina Gusman é Luján, médica que se vê envolta nestes esquemas escusos, e com Sosa a nível pessoal. 

Neste filme, a Trapero o importante é nos mostrar realidades comumente jogadas para baixo do tapete, como a de médicos que precisam empilhar plantões para sobreviver, emergências caóticas, falta de escrúpulo de profissionais que deveriam auxiliar os combalidos, advogados íntimos do submundo, polícia conivente e recebedora de propina, tudo parte de um esquema para o enriquecimento de poucos, à custa da miséria alheia. Por meio da profundidade de campo que assina visualmente enquadramentos muito próximos dos personagens, e com sua câmera na mão, Trapero nos guia, não como limitador ou indutor vil, e sim como cineasta consciente e afoito em compartilhar o que não mais parece caber apenas em sua indignação. 

Abutres é violento, cru e árido. Por mais que o amor de Sosa e Luján pareça, ora ou outra, dar um respiro em meio a tanto drama, ao sangue que verte abundante na tela, às agulhas que injetam paliativos em Luján com a mesma mecânica com a qual ela trata seus pacientes, o filme é inapelavelmente pessimista. É como se com ele, Trapero dissesse que fugir do “sistema”, esta quimera sem rosto, é praticamente impossível. A reiteração da violência faz parte da busca do diretor, neste poderoso filme de cunho crítico, em que mostra a atual conjectura, não com lentes piedosas ou adocicadas, e sim com a secura desesperada de quem se sente parte dos que são aleijados diariamente por forças muitas vezes invisíveis, mas de toque impiedosamente tangível.

sábado, 21 de maio de 2011

Scott Pilgrim Contra o Mundo e o filme-game


Confesso que quando vi os primeiros trailers de Scott Pilgrim Contra o Mundo, pensei cá com meus botões: “Sério?”. A trama, grosso modo, envolve um garoto e uma garota que se apaixonam, mas para que ele possa desfrutar deste novo relacionamento terá antes de lutar contra os sete ex-namorados malvados dela. No trailer, as intervenções gráficas me causaram estranhamento, a linguagem que, de cara, remetia a estética dos games, principalmente os da era 8 bits. Nunca fui um fanático por jogos, mas, como quase todo mundo, passei tardes jogando Pac-Man e Super Mario Bros, e mesmo assim não me parecia muito promissora a ideia de juntar cinema com videogame.

Por certo, alguns diretores já tinham estabelecido esta convergência (mas não neste nível), e existem até alguns teóricos de cinema que se debruçam sobre a influência que a narrativa dos games exerce sobre a progressão dramática dos filmes de hoje, principalmente os produzidos visando o público mais jovem. A indústria, tentando aproveitar monetariamente o filão, já fez também adaptações de diversos games para as telas, mas são poucos os que renderam filmes menos que embaraçosos. Scott Pilgrim Contra o Mundo é um caso especial, pois é transposto de uma história em quadrinhos, esta que utiliza da estética peculiar aos gamers para desenrolar sua história de amor adolescente, ou da pós-adolescência.

Só mesmo um diretor talentoso como Edgar Wrigth, que está construindo aos poucos uma sólida carreira no circuito cinematográfico, para fazer com que a miscelânea da HQ tenha se convertido num filme tão empolgante e divertido. Pode parecer estranho no início, mas logo estamos acostumados com pessoas que viram moedas ao morrerem, com onomatopeias que saltam na tela e com personagens cartunescos. Scott Pilgrim Contra o Mundo, provavelmente, é o que de mais orgânico já se fez neste diálogo tão atual (nem sempre sadio) entre as linguagens do cinema e dos videogames.

Ao desenrolar a ciranda de amores embalada pelos jogos que fizeram, fazem, e ainda farão a cabeça da molecada, Edgar Wright mostra que é possível construir um filme para jovens (não só para eles, é bom que se diga), que não os chame constantemente de babacas. Vai ver até por isso o filme não foi lá muito bem de bilheteria. Uma pena. E na cena final, Wright atribui concientemente responsabilidades, dizendo à plateia que só depende dela para que o mesmo tenha uma continuação. A despeito das bilhetrerias ruins, espero sinceramente que Scott tenha conseguido uma vida extra.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sessão Comentada - Abutres


E o The Tramps não para. Após a bela semana dedicada ao cinema francês que acompanhamos no SESC Caxias do Sul, agora é a vez de marcarmos presença no retorno das sessões comentadas da Sala de Cinema Ulysses Geremia. Serei um dos debatedores da sessão de Abutres do próximo domingo, dia 22, junto com Homero Ribeiro. Esperamos vocês em mais esta programação cinéfila. Segue divulgação.
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Sessão Comentada
O drama argentino Abutres, atualmente em cartaz na Sala de Cinema Ulysses Geremia, marca o retorno das tradicionais sessões comentadas da Sala de Cinema Ulysses Geremia. A sessão especial com debate, que ocorre no dia 22 de maio, domingo, possui entrada franca e terá a presença de dois convidados para um dinâmico debate: Homero Ribeiro, artista plástico, produtor cultural e presidente da ONG Moinho de Ideias (www.moinhodeideias.org) e Marcelo Müller, cinéfilo que escreve para o blog The Tramps (www.litcine.blogspot.com).

Sinopse:
Sosa (Ricardo Darín) é um "abutre", apelido de advogados especializados em acidentes rodoviários. Todos os dias ele vai aos locais de acidentes, aos setores de emergência dos hospitais e a delegacias procurando clientes. Seu trabalho é lidar com testemunhas, policiais, juízes e companhias de seguro. Mas o que seus clientes não sabem é que a agência para a qual trabalha está envolvida em esquemas de corrupção e desvio de dinheiro. Quando se apaixona pela jovem paramédica Luján (Martina Gusman), Sosa decide se aposentar do trabalho sujo e viver ao lado dela. Mas seu passado não o deixará tão facilmente.



ABUTRES (Carancho, 2010)
Sessões: Dias 19, 20, 21 de maio, de quinta-feira a domingo, às 20h
Ingressos: R$ 5 (integral) e R$ 2 (meia-entrada)
Sessão comentada: Dia 22 de maio, 20h, com entrada franca
Classificação: Indicado para maiores de 14 anos.
Local: Centro de Cultura Ordovás, Rua Luiz Antunes, 312 - Bairro Panazzolo
Mais informações: