CONTÁGIO
Título Original: Contagion
De: Steven Soderbergh
EUA/ Emirados Árabes Unidos,
2011.
Uma epidemia provocada por um
vírus letal que se espalha rapidamente pelo mundo marca o início da
"maratona" de Soderbergh. Beth (G.Paltrow) volta aos EUA depois de
uma viagem para Hong Kong e se sente muito mal. Ela acredita que está cansada
apenas, mas na verdade não sabe que foi contaminada pelo vírus letal. Após sua
morte, várias outras se sucedem, dando início a uma verdadeira epidemia global.
Pelo que percebi,
"Contágio" pegou os cinéfilos pelo pé e encabeçou as bilheterias nos
EUA. Fico pensando que, de fato, com um elenco desses e com S. Soderbergh ("O
Informante","Che","Traffic", "Sexo, Mentiras e Videotape")
à frente, fica difícil resistir a tentação, ao menos para os apaixonados pela
7ª arte. O que não entendo é a forçada de barra para tornar
"Contágio" algo quase cult, e não assumir o cinemão-pipoca que é.
Nada contra, muito pelo contrário, adoro filmes chamados pipoca, mas confunde e
embola o meio de campo quando se faz um filme com todos os recursos, com um
elenco de primeira e não se aproveita nem metade do que se tem. Uma lástima! Em
momento algum Soderbergh aprofunda os diálogos, as relações, e investe
maciçamente naquele ritmo típico de alguns filmes seus e na temática: epidemia (explicações
biológicas, científicas e médicas). O problema é que este ritmo quase
cadenciado acaba cansando por se repetir o tempo todo, fazendo com que não haja
diferença entre a cena muitíssimo bem dirigida dos atores em destaque e a cena
não tão importante. Pode parecer paradoxal falar, mas "Contágio" é
impecável. Tudo em cima, tudo ok: direção, atores, fotografia, trilha (ótima), roteiro,
mas, inacreditavelmente, o ritmo impresso em "Contágio" tira bocejos
da plateia.









